builderall

Frequentemente alvo de piadas, ataques e questionamentos na grande mídia e nas redes sociais, o movimento dos Legendários apresenta uma realidade que desafia o senso comum: uma rede que já mobilizou 52 mil homens em 13 países.


Para além dos estigmas e dos vilipêndios digitais, o movimento levanta o questionamento sobre o que motiva tantos homens, líderes e figuras de referência da sociedade brasileira a enfrentarem o desafio de subir a montanha.


Entre os dias 12 e 15 de março de 2026, um grupo de 144 inscritos e outros 120 da equipe legendários, partiu de Porto Seguro, buscando encontrar uma verdade que vai muito além das críticas superficiais.



Rodinelson Goes exemplifica a transformação buscada no topo. Para ele, a experiência foi um divisor de águas entre o passado e o propósito. "Eu deixei para trás o 'velho Rodine', aquele homem mediano", afirma, destacando que sua principal motivação é a aliança com seus filhos e sua família.


Ele relata que o esforço físico extremo serviu como um espelho para suas batalhas espirituais. "Às vezes é preciso vencer as montanhas internas antes das de pedra", reflete. Ele descreve momentos de exaustão onde a falta de ar e a dor nos joelhos eram superadas pelo apoio do grupo.


"Lá, quando as forças faltavam, a igreja do Senhor estava presente. Foi preciso reconhecer que não somos nada para voltar de lá renovado e transformado". Para o legendário, o maior aprendizado foi o fim da autossuficiência: o orgulho, que antes o impedia de pedir socorro, deu lugar a um novo testemunho de fé.


Rodinelson Goes e sua família.


A força exigida pela montanha não é apenas muscular. Márcio Nunes, um dos participantes, se preparou intensamente para o desafio, relata que a autossuficiência foi a primeira coisa a ficar pelo caminho. ?Eu achava que era forte. Passei dois meses na academia, mas na primeira hora de subida, os 60 dias de preparação física haviam ido embora?, conta.


Ele descreve um momento crítico onde o esgotamento físico quase o fez sucumbir. Foi na oração e no louvor que encontrou o fôlego necessário para continuar e, mais do que isso, para encorajar os outros.


O ponto alto de sua experiência foi ver um companheiro cair e, por meio da oração, levantar-se para seguir adiante. Para Márcio, o aprendizado da montanha deve ser aplicado no cotidiano: ?Jesus não apenas amou a igreja, Ele morreu por ela. Entendi que preciso andar essa 'milha a mais' em casa, com minha esposa, minha família e meu pastor. Não é sobre dinheiro ou inteligência, é sobre a força que vem do Senhor?.


Márcio e sua esposa Midy.


Um dos pontos mais sensíveis abordados pelos participantes é o questionamento sobre o que significa "ser homem" no contexto do movimento. Diante das piadas e ataques nas redes sociais sobre o propósito dos legendários.


Israel Confolonieri relata: ?As pessoas comentam na internet: ?o que eu vou fazer lá, aprender a ser homem??. Mas ser um homem segundo o coração de Deus é totalmente diferente?, explica.


Em sua experiência pessoal na subida, Israel conta que se sentiu como em um deserto. O meu coração queria reclamar, mas lembrei do povo no deserto: "o que era para ser uma viagem de 12 dias virou 40 anos por causa da murmuração." Não cheguei a reclamar com meus lábios. Ali, em silêncio com Deus, troquei a reclamação pela gratidão a ELE e à minha família.


"Vi homens serem libertos de comportamentos que destruíam suas vidas profissionais, espirituais e familiares. Voltei com a convicção de que meu tempo não pode ser perdido com coisas banais e redes sociais ? agora pertence ao que é produtivo e eterno."



O empresário Luciano Teles personifica o perfil que o movimento tem atraído. Apesar de ter superado uma infância de fome para se tornar um "homem de sucesso", ele confessa que carregava um vazio persistente. ?Eu me considerava um empresário bem-sucedido, mas sentia que algo faltava?, revela.


A decisão de subir a montanha veio junto a uma sequência de crises profissionais: acidentes na empresa, problemas com colaboradores e ultimatos fiscais. Diante do caos, o conselho de um amigo foi decisivo: "vá, porque isso tudo se trada de um problema espiritual".


???????????????????????????Luciano admite que iniciou a jornada com o "coração duro", mas o esforço físico extremo ? que ele descreve como sentir "os pés queimando" ? abriu caminho para uma experiência sobrenatural.


?Deus falou comigo, tocando meu coração. Ali, percebi o quanto somos falhos como homens quando tentamos esconder nossa essência?, conclui, reforçando que a verdade encontrada na montanha supera qualquer explicação lógica ou crítica externa.


Testemunho Legendários Projeto Adoradores - Porto Seguro BA


A resposta para o crescimento exponencial dos Legendários pode estar na força da irmandade gerada na subida. Para o Pastor Edésio Vasconcelos, a montanha é apenas o começo de um processo de "aperfeiçoamento" constante. Afirma o pastor líder da Igreja Projeto Adoradores, grande apoiadora dos legendários em Porto Seguro.


"Eu pude atestar que este é um movimento que Deus está movendo neste tempo. O diferencial é a irmandade; o 'upgrade' que recebemos lá no alto permanece através do grupo, que se auxilia e ora diariamente. Estamos quebrando barreiras: hoje tenho um grupo de homens orando todos os dias às 6h da manhã.


??????????????????????????O resultado final não é apenas o topo da montanha, mas o que trazemos para baixo: você será um marido melhor e um servo melhor. Esse é o avivamento que faz a diferença no nosso tempo, " conclui.


Pr. Edésio Vasconcelos Igreja Projeto Adoradores - Porto Seguro BA